Espaço em Branco

06/06/2009

A arte de ser ator e empatia

Filed under: Sem categoria — 1988anapaulapinto @ 2:03

 

Eu li recentemente que a atriz Taís Araújo será a próxima Helena de Manoel Carlos e com isto a moça vai entrar para a história da dramaturgia brasileira, pois será a primeira Helena negra e a primeira atriz negra protagonista de uma novela das 8h00.

Acho isto legal, apesar de achar que o Brasil está muito longe de deixar  ser um país racista acredito que isto seja um avanço e blablablá. Mas o que eu queria discutir mesmo é a atriz Taís Araújo.

Não que ela não seja uma atriz talentosa, ela é talentosa e tudo, mas é que ela não me convence muito. Como disse ela é talentosa e esforçada mas não consigo sentir o que chamo de empatia pelos personagens que ela faz, parece que o esforço dela fica visível diante do público. Não sei se é a falta de simpatia que ela transmite( já me disseram que ela beira o insuportável como pessoa, mas não posso afirmar),ou se o jeito se é o jeito dela atuar mesmo, só sei que quando a vejo atuar parece que algo fica forçado, não rola química ou como disse empatia.Mas não é só ela não, parece que isto atinge a maioria dos atores “globais”.

Para ficar mais claro, vou citar um exemplo contrário: Kate Winslet( para não citar as divas Greta Garbo, Gloria Swanson, Bette Davis, Fernanda Montenegro, Meryll Streep etc). Quando vejo uma interpretação da Kate, a última coisa que vejo é a Kate Winslet! É impressionante como ela consegue mergulhar num papel e se transforma naquilo que está interpretando. Ela nos convence diretinho de que está feliz, triste, amando, odiando… E imediatamente rola uma empatia com suas personagens. Talvez por ela ser uma pessoa fascinante(não leia-se simpatica) na vida real, não sei ou por ela ser uma atriz extraordinária, só sei que Kate Winslet e tantas outras atrizes, não tem só talento, mas tem algo a mais, uma coisa intensa e sem nome que causa empatia no público.

Resuma da ópera: Não basta ser só bonita, ser esforçada ou ser até talentosa.Tem que ter algo a mais, um brilho, uma luz ou seja lá qual for o nome que isto tenha. Coisa que infelizmente Taís Araújo, por mais que ela seja bonita, esfroçada e talentosa não tem. Fica a dica Rede Globo!

03/06/2009

Andy Warhol

Filed under: Sem categoria — 1988anapaulapinto @ 3:52

Mais Pop Art no Espaço em Braco 🙂

Porque Cultura de Massa também é Arte!

FW826[1]

FW827[1]

FW923[1]

UP1114-Warhol[1]

02/06/2009

Desgraça pouca é bobagem…

Filed under: Sem categoria — 1988anapaulapinto @ 3:40

 

 

Hoje de manhã, ao ligar a televisão vi a notícia de que o avião airbus da Air France que fazia a rota Rio-Paris que deveria chegar na Cidade Luz por volta das 6:00 da manhã simplesmente desapareceu.

Este tipo de notícia me deprime por vários motivos: Primeiro, porque penso que poderia acontecer com uma pessoa próxima e nem consigo imaginar a agonia que é saber que seu ente simplesmente desaparecu enquanto estava no ar. Não saber ao certo se a pessoa morreu, aquela esperança remota de que a pessoa possa estar viva e ao mesmo tempo saber que isto é impossível. E neste caso especificamente, o mais sinistro ainda é que o avião simplesmente desapareceu no ar, até agora nem a caixa-preta do avião foi encontrada, tudo é na base da especulação.

O segundo motivo é o circo que a mídia faz em torno da tragédia.Hoje os jornais só falaram disto. Parecem até urubu na carniça, nem respeitam a dor dos parentes das vítimas. Até parece que vibram quando uma tragédia destas acontece. Noticiar e informar a populãção é uma coisa. Fazer circo em cima disto só para ver quem ganha mais audiência é patético.Lembro quando a dois anos aconteceu o acidente da TAM els sugaram o máximo que puderam daquela tragédia. O Fantástico chegou a mostrar o momento em que as famílias recebiam a triste notícia dse que seus parentes estavam mortos. Horrível, um circo dos horrores.

Mas, se a mídia faz o circo é porque tem uma platéia tão bizonha quanto o show de horrores. Infelizmente o ser humano parece vibrar, ainda que inconscientemente, quando uma tragédia dessas acontece. Só não me pergunte porque. Quem sabe Freud, Jung, Lacan, Foucault podem responder…Ou nem eles.

Desgraça pouca é bobagem…

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